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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Copa do Brasil: A abertura mais morna dos útimos anos!



 Gente, a copa finalmente começou. E como nós já imaginávamos, o Brasil ia nos surpreender, mas não imaginávamos que seria de forma negativa. Nem o Olodum, nem a Cláudia Leite, muito menos os gringos Jennifer Lopez e Pitbull, fizeram diferença. O que deveria ser a maior festa do mundo não passou de mais um balde de água fria na cara dos brasileiros. Um desfile de roupas já esperadas, coreografias estilo "criança esperança", que não conseguiram fazer nada dar certo. Morno e tediante.





A diretora belga Daphne Cortez, responsável pela coreografia e direção artística da Copa 2014, reproduziu no estádio o olhar estereotipado que muitos estrangeiros têm sobre a nossa cultura. Levou para os gramados  índios, baianas, árvores e gotinhas d'água dançantes. A falta de originalidade poderia passar sem muitos arranhões se, com esses temas, a apresentação tivesse atingido seu objetivo: encantar com som, cores e coreografias... Nada disso ocorreu.
  A nossa esperança era que o show do improvável trio Jennifer Lopez, Claudia Leite e Pitbull salvasse a tarde. Cagamos mais uma vez. A coerência do mau gosto permaneceu. Veteranas em apresentações para as multidões, Jennifer e Claudia pareciam cantoras amadoras deslocadas dublando um playback fora de sincronia. Nenhuma dica sobre o que o rapper Pitbull fazia ali. Mal se ouvia a música We are one. Na bola gigante transformada em palco (ela se abriu, ó!) os três pareciam estar mais preocupados em não cair do que concentrados no próprio show. Tanto Jennifer Lopez, que veio com um figurino que pode ser acusado por seus conterrâneos de ser muito brasileiro, quanto Claudia Leite exibiram seus quadris avantajados sem nenhum rebolado. O que foi aquilo?


Nem mesmo o mascote da Copa, que costuma ser usado como uma espécie de mestre de cerimônias na abertura, apareceu. Esqueceram o Fuleco em casa.

O Brasil que faz todos os anos dezenas de desfiles de escolas de samba empolgantes e comoventes, cheios de gingado, técnica e profissionalismo (para ficar em só um exemplo do que somos capazes) não merecia ser tão mal representado. Sobrou amadorismo e faltou todo o resto, principalmente estilo e bom gosto.


 
 Beijinhos
Paola Reynald



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